O meu cão tem leishmaniose! Como posso tratar e prevenir esta doença?

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A Leishmaniose não é uma doença recente. Muitos tutores de animais de estimação já terão ouvido falar de leishmaniose canina e sabem que se trata de uma doença grave e potencialmente fatal. Contudo, muitos desconhecem ainda a importância da sua prevenção. Como veremos ao longo deste artigo, a prevenção é a melhor arma contra esta doença!

A leishmaniose é uma doença causada por um parasita – a Leishmania sp – que é transmitido através da picada de flebótomos – pequenos insectos voadores, semelhantes a mosquitos.

Uma vez que a disseminação da doença depende da presença do insecto, as regiões mais afectadas são as que possuem um clima quente ou temperado e grau de humidade favorável ao desenvolvimento dos flebótomos.

Atualmente, são consideradas zonas endémicas (ou seja, onde a doença se mantém na população) as regiões da América do Sul, o Sul da Europa, o Norte de África e grande parte da Ásia.

Em Portugal, as regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, Lisboa, Setúbal, o concelho de Évora e o Algarve são consideradas endémicas, e por isso os cuidados de prevenção devem ser rigorosos! No entanto, dadas as características do nosso clima, é possível que se registem casos de doença um pouco por todo o país.

Os cães são os animais mais afectados pela doença, e são considerados os animais reservatórios do parasita. No entanto, outros animais domésticos (como o gato) e selvagens, e até mesmo o Homem, podem ser infectados e desenvolver leishmaniose – o que a torna bastante importante em questões de Saúde Pública.

Acontece que um cão parasitado por leishmanias representa uma fonte de contágio para outros flebótomos e possibilita a disseminação da doença e infecção de outros cães e de humanos.

Em algumas regiões do globo a leishmaniose tem mesmo um impacto muito grave na saúde humana (sendo conhecida por “doença de calazar”); contudo, em Portugal, esta é uma ocasião rara – ainda que possa ocorrer em pessoas com um sistema imunitário deprimido.

É importante esclarecer que um animal com leishmaniose não transmite diretamente a doença a humanos. A transmissão da doença ao homem dependerá sempre da picada de insectos que veiculem o parasita!

Por sua vez, a infecção de animais domésticos depende em parte da presença dos ditos insectos na região e do estilo de vida dos animais.

Em Portugal, os flebótomos estão mais ativos entre Maio e Outubro, e geralmente pode considerar-se que o pico de atividade destes insetos (e portanto o período crítico de infecção) ocorre entre Julho e Agosto. No entanto, a ocorrência antecipada e prolongada de temperaturas elevadas pode fazer com que esta época de atividade seja mais alargada.

Outro factor importante a ter em conta na infeção dos animais domésticos é o período do dia em que estes insetos são mais ativos – por norma, os flebótomos preferem os períodos noturnos, atuando sobretudo entre o entardecer e o nascer do sol.

Desta forma, cães que habitam no exterior ou passam a maior parte do seu tempo no exterior e cães que sejam passeados nos momentos de maior atividade dos insetos correm maior risco de serem infectados.

Além disso, também está descrito que cães de raças exóticas (isto é, de raças não autóctones) e raças de pelo curto, têm maior probabilidade de desenvolver a doença.

Uma vez infetados, os parasitas atingem e multiplicam-se em células do sistema imunitário (os macrófagos) e inicia-se uma resposta contra o parasita.

Na verdade, nem todos os animais que são infectados desenvolvem leishmaniose, e esta resposta imunitária inicial é fundamental para a determinar a progressão da infeção. Acontece que muitos cães desenvolvem a doença porque não conseguem montar uma resposta imunitária protetora.

Uma vez ultrapassadas as defesas do sistema imunitário, os parasitas disseminam-se por todo o organismo (pele, gânglios linfáticos, baço, fígado, medula óssea), e o sistema imunitário destes animais reage de forma imprópria, com a produção excessiva de anticorpos – resultando na lesão de diversos órgãos.

É muito possível que a doença se manifeste fora do período de atividade dos insectos, uma vez que o período de incubação (isto é, o período decorrente desde a infeção dos animais até ao aparecimento dos sintomas) é muito variável – pode demorar entre 2 meses a mais de 2 anos até que surjam os primeiros sinais de leishmaniose!

Geralmente, nos cães, a leishmaniose pode pronunciar-se através do crescimento exagerado das unhas, o aumento dos gânglios linfáticos, a perda de pelo e presença de caspa, feridas na pele e nos bordos das orelhas, transtornos articulares, lesões oculares, perda de peso e de massa muscular ou sangramentos do nariz.

A presença, em conjunto, destes sinais e do historial clínico dos animais levanta a suspeita clínica da doença. Contudo, o diagnóstico definitivo é alcançado através de análises laboratoriais que se destinam à pesquisa do parasita e avaliação do grau de infecção e estado geral do animal.

Lamentavelmente, não existe cura para a leishmaniose. Existem diferentes protocolos terapêuticos, cuja escolha depende do estado geral do animal e do grau de infecção. O tratamento é longo e exigente, nem sempre é eficaz e consiste na estabilização do animal e no controlo do parasita no organismo.

Contudo, na maioria dos casos, o tratamento não permite a eliminação da infecção. E quando não é tratada, a leishmaniose é fatal.

Uma vez que a leishmaniose é uma doença com implicações na Saúde Pública, em Portugal, se os tutores de um animal com leishmaniose decidirem não avançar com o tratamento médico veterinário, por lei é obrigatória a eutanásia do animal (Decreto Lei nº314/2003 de 17 de Dezembro).

Na ausência de uma cura e de um tratamento permanente, adotar medidas de prevenção é o melhor método contra a doença!

Felizmente, em Portugal existem algumas ferramentas úteis contra a leishmaniose canina, incluindo uma vacina e um medicamento que pode ser administrado por via oral que reforça o tipo de imunidade que atua contra os parasitas da leishmaniose.

Consoante a região em que habita, a raça e peso do seu animal e o seu estilo de vida, o seu médico-veterinário poderá recomendar-lhe adicionar uma destas opções ao plano de saúde do seu patudo.

Contudo, estas medidas não devem substituir outros cuidados preventivos – até porque a sua utilização não previne a picada do insecto. Neste sentido, quer se opte pela vacinação ou utilização do medicamento oral, é importante continuar a utilizar produtos veterinários que repelem o insecto.

Recomenda-se também que evitar passeios durante o período de maior atividade dos insectos, entre o entardecer e o amanhecer, assegurar um bom estado de saúde do animal e realizar controlos de saúde regulares.

O seu médico-veterinário poderá aconselhá-lo melhor sobre o estado de saúde do seu patudo e sobre os prós e contras da utilização destes produtos na prevenção contra a leishmaniose.

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José Coucelo, DVM

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Comments(30)

  • Gilberto
    May 14, 2017, 9:38 pm  Reply

    Olá,
    Obrigado pelas informações em seu artigo. Sou brasileiro e meu cão tem leishmaniose. Tratei com milteforan por 28 dias em janeiro e no mês que vem vou fazer exame de contagem parasitária. Está semana voltei ao veterinário, já que meu cão não comia bem. Foi diagnosticado uma enzima do figado alta 750 quando o normal é até 150. Poderia me indicar leitura para os problemas no fígado causados pelaleishmaniose

    • June 1, 2017, 5:34 pm

      Olá Gilberto. Obrigado por partilhar sua história e lamentamos saber que o seu cão foi diagnosticado com Leishmaniose. Tem aqui outro artigo que publicámos em tempos também sobre esta doença infelizmente tão comum nos nossos cães: https://petable.care/pt/2016/04/28/o-meu-cao-tem-leishmaniose-como-posso-tratar-e-prevenir-esta-doenca/
      Infelizmente, os problemas hepáticos são uma das consequências da presença do parasita no organismo dos cães. O seu médico veterinário será o melhor para o aconselhar acerca do curso de tratamento que deve seguir e da gravidade da situação. Esta doença tem características crónicas (para a vida), embora muitos casos se consigam manter estáveis e com qualidade de vida após períodos de medicação e acompanhamento veterinário. Não perca a esperança. #bePetable ^⨀ᴥ⨀^

    • Andressa
      August 8, 2017, 12:07 am

      Oi!!! O meu cachorro foi diagnosticado com leishmaniose e o veterinário disse desse mesmo remédio que você falou, de 28 dias. O que você achou? Ele ficou bom? Como foi o tratamento?

      • August 9, 2017, 9:37 am

        Olá Andressa. Lamentamos muito saber que também tem um cachorro diagnosticado com esta doença terrível. A melhor pessoa para a informar acerca do curso de tratamento a seguir é mesmo o veterinário porque esta doença pode apresentar vários níveis de gravidade e sintomas diferentes entre animais afectados, daí que nem todos os tratamentos funcionarão de igual forma em todos os pacientes. Mas é bom falar também com outros tutores que já passaram pelo mesmo. O tratamento da Leishmaniose pode vir a ser um processo moroso e até difícil, por isso saber o que vos espera pode ajudar a acalmar a incerteza. Desejamos a melhor sorte para o seu cachorro. Estamos torcendo para que o tratamento resulte. #bePetable ^⨀ᴥ⨀^

  • Marcos_cunha
    July 4, 2017, 7:46 am  Reply

    Acho que minha cachorra tem leishmaniose,oque faço para sabe isso?

    • July 4, 2017, 9:45 am

      Olá Marcos. Obrigado pelo seu interesse neste tema e pela sua pergunta. A única forma que tem de diagnosticar esta doença com toda a certeza é dirigir-se ao Médico Veterinário Assistente do seu cão para que ele faça análises e lhe dê essa confirmação. Caso se confirme o diagnóstico, estará no sítio certo para iniciar um plano de tratamento. A leishmaniose é uma doença grave que pode ter consequências mortais se não for diagnosticada e tratada a tempo. Por favor não adie a consulta. Boa sorte! #BePetable

  • Aline rosa
    July 30, 2017, 12:21 am  Reply

    Boa noite. Meu cachorro foi diagnósticado com leichemaniose, ele como bem, até então está tudo normal, mas ele tá com dificuldade de se locomover, e com dores, eu só n entendo porque só nas patas traseiras e não em todas! Poderia me responde . Grata

    • bruno
      July 30, 2017, 8:30 pm

      Olá Aline. Que pena que seu cachorro foi diagnosticado com leishmaniose. Infelizmente alguns sintomas de evolução podem sim ser sinais neurológicos (como essa dificuldade de locomoção), embora não sejam muito comuns. O melhor a fazer é ir consultar o seu veterinário para ele a poder ajudar. Boa sorte! #BePetable

  • Rosana
    August 16, 2017, 9:37 pm  Reply

    Meu cachorro está sob suspeita de leishmaniose. Não sabíamos; viajamos p um local com muitos mosquitos, ele foi conosco. Fomos picados por mosquitos, é possível termos sido contaminado?

    • August 17, 2017, 2:58 pm

      Olá Rosanna. Obrigado pelo seu comentário. Lamentamos saber que o seu cachorro está suspeito de Leishmaniose. Efetivamente esta doença pode ser uma zoonose (transmitida ao homem), embora a infecção não ocorra a partir de um animal afectado. Apenas pela picada dos insectos que transmitem a doença.
      Para saber se está realmente em risco é importante saber que zonas de que país é que visitou para averiguar quais as espécies de Leishmania que são endémicas lá e qual a forma mais comum de infecção (cutânea ou visceral). Os sintomas e gravidade da doença são variáveis, sobretudo entre as duas formas de apresentação da doença e podem inclusivamente ter uma apresentação assintomática (estar infectado sem apresentar sintomas). Se pensa poder estar em risco, aconselhe-se com um profissional de saúde da sua confiança para que a informe melhor e prescreva testes de diagnóstico. Saiba ainda que o diagnóstico da leishmaniose não depende de um só teste. Há testes que só detetam a doença depois de ter passado algum tempo desde o momento suspeito de infecção, outros poderão dar resultados negativos falseados devido à capacidade do parasita (leishmania) se “esconder” no organismo sem ser detetado. Não há nenhuma vacina nem medicamento que se possa tomar para evitar a leishmaniose humana. O melhor preventivo é mesmo usar repelentes de insectos e evitar as horas de maior actividade dos “mosquitos” para evitar as picadas. Estejam atentos a qualquer sintoma que possa estar relacionado com a doença (chagas na pele, febre, emagrecimento, problemas digestivos, etc) e consulte um médico caso se verifique algum desses sintomas.

  • Claudia Rodrigues carlos
    August 29, 2017, 3:33 pm  Reply

    Olá sou Cláudia
    Estou com tantas dúvida.
    Comecei o tratamento com Milteforan e alopurinol já tem alguns dias os pelos da minha husky está caindo muito , ela não se alimenta bem as féridas não estão melhorando o que pode ser já estou apavorada se puder me manda um e-mail me ajudando claudiarodrigues144@hotmail.com muito obrigada
    Não acho ninguém pra conversar que esteja passando por isso

    • August 29, 2017, 5:10 pm

      Olá Cláudia. A Leishmaniose é uma doença terrível com imensas consequências diferentes entre animais, que varia com o grau de susceptibilidade de cada pet. O esquema terapêutico que refere é muito frequente no tratamento da doença. Se acha que sua Husky não está a melhorar apenas com o tratamento, deve conversar com o seu médico veterinário. Por vezes é necessário repetir análises para perceber se há complicações renais ou outro tipo de consequências da doença que causem a falta de apetite e são muito mais preocupantes em termos de risco imediato do que aquelas que são visíveis na pele. É muito importante criar condições ótimas para a recuperação da sua Husky: água fresca sempre disponível, dieta adequada a insuficientes renais para não sobrecarregar os rins já bastante debilitados pela doença, seguir o tratamento com a medicação adequada (dosagens corretas nas horas exatas indicadas pelo médico veterinário) – é importante não generalizar o tratamento segundo o que os outros fazem e seguir a posologia indicada para o seu caso específico. A app da Petable pode ajudar a seguir a medicação à risca, enviando lembretes na hora do tratamento. Mas se acha que a evolução após início do tratamento não está a mostrar sinais positivos, deve levá-la rapidamente ao seu veterinário para reavaliar. O tratamento da Leishmaniose não é um “sprint”, é uma corrida longa. Deve ter consciência disso pois pode levar tempo até normalizar, mas deve reagir rapidamente e consultar o seu Médico veterinário assistente se vir sinais de piora. Pode sempre contar connosco para responder se tiver dúvidas e precisar de “conversar”. Vamos manter a conversa pública no Blog porque as suas dúvidas (e nossas respostas) ajudam a esclarecer outros tutores de pets preocupados. Essa é uma doença terrível, estamos torcendo para que a consigam vencer. Muita coragem!

  • Carla alves
    September 6, 2017, 5:11 pm  Reply

    Olá, tenho 2 labradores e um foi diagnóstico com a doença, faço tratamento com alopurinol e predsin, as feridas em volta do nariz e a pele melhorou mto, mais apesar de todo tratamento, de vitamina remédio pra anemia ele emagreceu mto e não engorda, será que ele não engorda mais? Anemia dele já melhorou mais continuo com os suplementos!

    • September 11, 2017, 11:40 am

      Olá Carla. A anemia não está diretamente relacionada com a doença propriamente dita, é derivada sobretudo da insuficiência renal que a Leishmaniose causa. Deve rever com o seu médico veterinário se o seu labrador está a fazer uma dieta adequada a um animal com problemas renais para garantir que não sobrecarrega com a alimentação os danos que esta doença já causou aos rins do seu cachorro. Mantenha o esquema terapêutico indicado pelo médico veterinário assistente e não o alimente nem suplemente com nada sem confirmar com um profissional se esse alimento/suplemento pode ter efeitos secundários indesejados, sobretudo a nível renal. Às vezes podemos ser tentados a experimentar dietas e suplementos que nos parecem indicados para recuperar o peso perdido, mas se desconhecermos a composição proteica, por exemplo, podemos estar a causar mais danos sem querer. Informe-se sempre junto do médico veterinário antes de introduzir alterações alimentares. Desejamos muita força nesta fase de recuperação e nesta doença terrível. Vamos torcer por vocês, que corra tudo bem.

  • Darlene dos Santos Souza Anselmo
    October 7, 2017, 7:21 pm  Reply

    Eu tenho um labrador fêmea ela foi diagnosticada com leshimaniose e começou o tratamento com aluporonol e domperidona a 20 dias, mas ainda está caindo muito o pelo, está ficando uns buracos, com quanto tempo melhora essas caspas? ela come super bem, tem bastante energia o único problema é os pelos q estão caindo. Meu esposo disse q se ela não melhorar ele vai optar pela eutanásia, me ajudem..

    • October 9, 2017, 4:28 pm

      Olá Darlene, a leishmaniose canina não é causa para preocupação dos humanos que convivem com o cachorro desde que inicie o tratamento e façam os possíveis para evitar os mosquitos (esses sim são os verdadeiros transmissores da doença). A queda do pêlo é uma consequência da forma cutânea da leishmaniose que, ainda que seja esteticamente menos agradável é bem menos severa do que a forma visceral da doença que afecta o metabolismo digestivo dos animais. Dentro do azar, a sua labradora apresenta uma forma menos severa da doença por isso mantenha-se positiva. A leishmaniose é uma doença que avança devagar, sendo bem provável que a sua labradora já tivesse a doença muito antes de apresentar sintomas. Deve esperar também que a regressão dos sintomas seja lenta após iniciar o tratamento. 20 dias pode parecer muito, mas é muito raro tirar conclusões acerca da eficácia de um curso de tratamento anti-leishmaniose antes de o seguir à risca durante pelo menos um mês (e isto se o cumprirmos rigorosamente, sem esquecimentos). Se ela mantém o apetite e a energia, isso são sinais de bom prognóstico e devem mantê-la a si e ao seu marido animados com a perspectiva do tratamento. Faça os checkups recomendados pelo seu médico veterinário assistente porque esses, melhor que o estado do pêlo, serão a forma mais fidedigna de verificar se o tratamento está a correr bem. Votos de uma boa recuperação!

  • Neli Aguiar
    October 15, 2017, 4:31 pm  Reply

    Olá. Meu fiel amigo de 9anos é portador de leismaniose há dois anos.. Já fez tratamento milteforan por duas vezes. Faz análises regularmente. Estou novamente a administrar o tratamento, porque o fígado ainda permite.. Ele se sente cançado desta vez.. Mas.. Tento e tento até ser possível mante-lo comigo o maior tempo possível.

    • October 17, 2017, 10:11 am

      Olá Neli. A sua dedicação é tudo aquilo que os nossos amigos merecem. Não temos dúvidas que eles fariam o mesmo por nós, de tal maneira são leais. Esperamos que a terceira volta de tratamento lhe permita entrar em remissão duradoura e que o seu cachorro de 9 anos lhe continue a fazer companhia durante muito tempo ainda. Parabéns! #YouArePetable

  • Tina
    October 22, 2017, 3:04 am  Reply

    Minha cadela tá com leichimaniose .Teve muito sangramento nasal teve transfusão de sangue pq além de perder sangue deu anemia.Ela é muito agitada alimenta bem , começou o tratamento há dois dias ,quando teve alta do veterinário.Tem dois dias que veio pra casa de repente hemorragia de novo.Tem que ter um remédio para estacar o sangue pq fica difícil correr com ela pro veterinário todas vezes que ac

    • October 24, 2017, 11:12 am

      Olá Tina. A hemorragia nasal é uma consequência comum da doença por causar fragilidade dos vasos sanguíneos. Como não é um problema de coagulação, mas sim da resistência dos vasos, não deve medicar com nada para a hemorragia. À medida que a medicação for controlando a doença, os vasos recuperam e as hemorragias não acontecem com tanta frequência. Se puder, evite que ela faça esforços muito grandes (corridas, saltos, etc) para evitar que os vasos rebentem com tanta frequência. A hemorragia não é fator de ir correndo para o med vet, só por si. Se ela se mantiver ativa e não houver sinais de piora (p.ex. não comer, muito cansada, etc) deve manter a medicação em casa e controlar os sintomas. As hemorragias apenas preocupam se a perda de sangue for muito grande. Aí pode precisar de nova transfusão e isso não é algo que possa fazer em casa. As melhoras para a sua cadelinha, estamos todos a torcer pela sua recuperação. #bepetable

  • ANTONIO MACIEL
    October 24, 2017, 8:57 pm  Reply

    olá! minha cadela, seg a medica veterinária, está com a Tegumentar, mas em 2 exames, deu negativo. ela tem pequenos ferimentos no focinho, que não saram. já faz uns 2 meses isso. ela vai fazer 6 meses. ativa mais que o normal. se alimenta bem. fico sem querer acreditar que mesmo com exame negativo, ela esteja com a doença. se tiver, tem cura? continua hospedeira?

    • October 27, 2017, 10:33 am

      Olá Antonio. Infelizmente os testes sanguíneos atualmente disponíveis não são 100% fidedignos para indicar a ausência de doença, dão muitos falsos negativos. São as limitações da ciência. Isto quer dizer que um teste positivo tem altíssima probabilidade de estar de fato infetada com o parasita, mas se der negativo não quer dizer que não tenha. Se ela tem feridas no focinho, podem fazer outro tipo de teste, mais caro, chamado PCR e tentar encontrar DNA do parasita em material recolhido diretamente das feridas. Se ela tiver de fato a doença, pode recuperar bem e viver uma vida saudável. A forma como o sistema imunitário de cada cachorro reage ao parasita microscópico é determinante para determinar a evolução e o prognóstico do caso. Muitos animais têm uma “resistência natural” – são infetados e nem chegam a mostrar sintomas. Outros fazem quadros muito graves que podem resultar em risco de vida. A natureza das infeções por leishmania é complexa e não tem o mesmo desfecho em todos. Mas em confirmando o diagnóstico, ela passa a ser considerada uma doente crónica, mesmo que viva muitos anos com saúde. Não há nenhuma cura definitiva. Apenas tratamentos para evitar que o parasita se multiplique e cause danos no organismo.
      Esperemos que os ferimentos no focinho tenham outra causa, mas se for mesmo Leishmaniose, não desespere. Não é uma sentença de morte para a sua cadela.

  • Tina
    November 4, 2017, 3:02 am  Reply

    Mandei o e-mail outro dia da cadela com leichimaniose,ela toma alopurinol, domperidona, Hemotitan e prediderm mas como falei outro dia ela com sangramento todos os dias sendo que na clínica já tinha feito transfusão .Voltei no veterinário aí receitaram também ácido tranexamico e doxitrat mas a não garantiram não ter mas hemorragia pq qualquer doença não é exatas.Ela é muito esperta forte gulosa .

  • November 4, 2017, 3:26 am  Reply

    Outra coisa que esse sangramento vai ser um uma rotina em sua vida . Apesar dela nem parecer que está doente,se passar esse milteforan não tenho condições de comprar e o veterinário falou que esse remédio não é seguro de cura.E com muito pesar no coração quando passar os 28 dias de tratamento se anemia continuar e o sangramento vou fazer uma coisa que é contra meus princípios fazer a eutanásia.

    • November 15, 2017, 1:16 pm

      Olá Tina. É com grande pesar que percebemos que o tratamento instituído não parece estar a resultar no caso da sua cadela. Os cursos de tratamento com milteforan não dão garantias de sucesso e podem ser dispendiosos, sim. Pelo que descreve, o seu veterinário já está a atacar essa doença no organismo da sua cadela com o arsenal farmacológico que a ciência nos disponibiliza neste momento. Não desista enquanto vir que ela tem qualidade de vida, gosto pela comida e boa atividade física. Pelo que descreve, tem todos os motivos para acreditar num bom desfecho e prognóstico positivo. As hemorragias não têm que ser para a vida, basta que o tratamento mantenha o parasita controlado tempo suficiente para que os capilares (vasos sanguíneos pequenos) nasais possam recuperar dos danos que sofreram e ela volte a ficar com uma cavidade nasal saudável e outra vez. Espero que mantenha expetativas realistas em relação ao que é a leishmaniose e aproveite a companhia da sua cadela com boa qualidade de vida enquanto ela tiver consigo. #BePetable

  • Gilberto rocha
    November 7, 2017, 6:25 pm  Reply

    Oi boa tarde , também tenho um husky com lechimaniose ele tem um ano e dois meses, fiz o tratamento com milteforan por 28 dias ele ficou bem melhor, mais não consigo cura as orelhas , todas as feridas já fecharam menos as da ponta da orelhas,

    • November 15, 2017, 1:01 pm

      Olá Gilberto. Que bom que tenha visto bons resultados logo após um primeiro ciclo de tratamento. Nem todos os resultados são tão promissores ao final do primeiro curso de Milteforan. Em relação às orelhas, fale com o seu veterinário para ver se pode ir colocando alguma coisa tópica (medicamento para a pele) sobre as orelhas para acelerar a cicatrização. É uma zona difícil de tratar porque tem muitos vasos sanguíneos pequenos (chamados capilares) onde o parasita da Leishmaniose tem propensão para “fazer estragos” e que devido à fraca irrigação sanguínea da zona, também tem dificuldade em cicatrizar. Se puder, dê uma ajudinha externamente para acelerar o processo. Continuação de uma boa recuperação. #YouArePetable

  • Isabella
    December 6, 2017, 11:07 am  Reply

    Minha cadela está com suspeita de leishmaniose, fiz o hemograma e deu anemia , agora estou esperando o resultado do exame de leishmaniose. Ela está com feridas no pescoço e patas. O olho bem molhado e remelando. A vet disse q tem chances de ser doença de carrapato, mas disse q é 90% de ser leishmaniose, tô desesperada!!!!!! Eu resgatei ela da rua desde o início do ano, ela tava fazendo tratamento

  • Isabella
    December 6, 2017, 11:09 am  Reply

    Estava fazendo tratamento pq a vulva estava estufada p fora e sangrando. Graças a Deus foi curada, mas assim q curou essa doença já apareceu esses sintomas de leishmaniose. Seja o que Deus quiser agora 😫

    • December 6, 2017, 12:16 pm

      Olá Isabella, temos muita pena que esteja a passar por tudo isso com a sua cadela. A infecção uterina de que fala parece compatível com piómetra, o que já de si é um processo terapêutico complicado, sem contar com a complicação adicional de ter uma infecção parasitária sanguínea como são os hemoparasitas (febre do carrapato) ou leishmaniose. Espere pela confirmação do diagnóstico da leishmaniose para saber o que vai precisar de fazer em termos de tratamento. Experimente o aplicativo da Petable (que é gratuito) para guardar os registos de datas e horas de tratamentos, análises ou consultas, para que nada falhe. E conte connosco para ajudar a esclarecer as dúvidas que forem surgindo. Confie na sua vet e vá-nos dando notícias da recuperação. Torcemos para que corra tudo pelo melhor. #youarepetable

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